A curiosidade para a chegada do CD é grande. Será ao vivo, como em alguns anos de décadas passadas e fará, ainda mais, a saudade apertar.
Tenho que dizer que não escuto samba nenhum antes de comprar o CD pessoalmente em uma loja e me surpreender com que cada escola preparou. Claro, alguns sambas é inevitável ouvir. Escutei o da Mocidade e da Vila Isabel, pois compareci à quadra e não tinha como tapar os ouvidos.
Nos tempos do vinil eu também fazia assim. Só ouvia os sambas na quadra que eu ia. Pedia ao meu avô (torcedor do Arranco do Engenho de Dentro e do América) um disco de presente de natal ou de aniversário e, quando ganhava, tinha prazer em ouvir o dia inteiro. Aí eu parava, junto com meu avô, pra analisar os sambas do ano. A conversa era animada, geralmente a gente puxava sardinha pros sambas da Portela, ele bebia mais uma e dizia que antes do carnaval ia me levar em um ensaio de rua em Madureira. Ah que saudade. Que prazer tinha em ouvir nos LPs a voz de Jamelão e Neguinho da Beija-Flor e seus gritos de guerra emblemáticos. Mas que saudade.
LP de 1995. Imperatriz campeã
Talvez o leitor não sinta saudade. Talvez não saiba do que se trata. Talvez o leitor nem consiga imaginar a cena. Talvez tenha baixado todos os sambas em setembro ou outubro e já os tenha analisado, criticado, elogiado e, quando chegar o carnaval, já não vai aguentar ouvi-los.
Amigos, até a próxima!