O colorido inesquecível da Ilha em 1980
Depois vieram a Estação Primeira em 1983, a Mocidade de Padre Miguel de 1990, a Vila Isabel em 1994 e o Salgueiro de 2003 entre outras. Em 2009 a Imperatriz não conseguiu passar o sentimento dos seus 50 anos para os componentes. Mas nenhuma outra escola me fez entrar num túnel do tempo e realmente me sentir emocionado como a paulistana Nenê de Vila Matilde, na ocasião dos seus 60 anos. Que beleza aquele samba que agradecia à Portela e Mangueira por sua existência. Que bonita a homenagem ao Seu Nenê. Que visual esplendoroso aquela águia entrando na avenida nas primeiras horas de dia claro, em muito lembrando a Portela dos anos 70, desfilando na avenida Presidente Vargas sob os aplausos daqueles que aguardaram toda a noite só para vê-la.

'Deixa Falar', dizia a bandeira da Unidos de São Carlos de 1980
O enredo “Deixa falar, a Estácio é isso aí! Eu visto esse manto e vou por aí..." foi escrito com gírias de malandragem e faz o sambista viajar por anos e anos pra lembrar tudo que o samba já passou. É praticamente uma intimação a cada amante do samba do largo do Estácio, quando o Morro de São Carlos diz: “somos os únicos que não podemos pular fora deste barco”. É verdade, tudo começou lá. Se não fosse Ismael, Nilton Bastos, Bidê, Marçal, Cartola, Noel, talvez o carnaval hoje nem existisse mais. Escola de samba, certamente nem teria nascido. Nem Estácio, nem Portela, nem Salgueiro, nem Imperatriz, nem União da Ilha, nem Vila Matilde. E aí não teríamos assunto para os nossos saraus.
Obrigado Ismael. Obrigado Estácio. Obrigado Nenê.