Olá, meus companheiros que nesta semana se surpreenderam com as palavras agressivas de Wantuir (intérprete da Acadêmicos do Grande Rio) e a indignação de alguns outros intérpretes com as atitudes de Nêgo (ex Império Serrano e atualmente sem escola). Nêgo teria visitado o barracão da Grande Rio em busca de uma vaga no carnaval 2010, causando indignação de Wantuir e alguns outros puxadores, que afirmaram não ser esta a primeira investida de Nêgo.
Nêgo e Wantuir: o clima esquentou
A tensão dos intérpretes Gilsinho (Portela e Vai-Vai), Dominguinhos do Estácio (Imperatriz Leopoldinense) e Bruno Ribas (Unidos da Tijuca) com seus respectivos empregos nem deveria existir se as escolas de samba investissem na carreira dos cantores, em busca de firmar a identidade da agremiação. Algumas escolas têm proporcionado uma ‘dança das cadeiras’ entre os intérpretes nos últimos anos, como a Mocidade de Padre Miguel, a Unidos da Tijuca, a Imperatriz Leopoldinense, a Acadêmicos do Grande Rio entre outras. Definitivamente, a escola que investe na busca de sua identidade, tem sua imagem preservada e evita alguns infortúnios.
Vejamos o caso das escolas que mantiveram suas ‘vozes’, geralmente prata da casa. Prezados senhores, alguém no nosso sarau imagina o Neguinho fora da Beija-Flor? Jamelão distante da Verde-e-Rosa? Este último, aliás, somente substituído no caso extremo do seu falecimento e, mesmo assim, por um mangueirense que já era apoio do Jamelão há alguns anos, o Luizito.
Claro, houveram alguns casos de substituição que não deram certo e voltou-se tudo como era antes, como o Quinho do Salgueiro, que após um curto período fora Vermelha-e-Branca, voltou a ser a primeira e tradicional voz a puxar o grito de guerra: Arrepia Salgueiro!
Alguns tentam se firmar e, parece que suas escolas tendem a manter sua tradição e repetir a mesma voz pelos anos seguintes. É o caso da Portela e da Vila Isabel, com Gilsinho e Tinga, respectivamente. Caso estes se mantiverem, será bom para as escolas que terão sua tradição mantida.



